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Olá a todos !


Começo esse artigo neste sítio com sugestão do Marcos André: a história dos bairros da cidade. Há tempos venho respondendo perguntas na Comunidade Orkut "São Gonçalo-RJ: Sua Historia", criada pela deputada Aspásia Camargo e que teve de sair por questão partidária (por isso cada mensagem em "anônimo" é a dela). Pois bem, comecemos nosso "papo" informal aqui. E digo de primeira que não conto tudo, apenas algo para conhecimento.

Um estudo mais aprofundado pode ser feito no livro "o municipio de SG e sua História", da professora Maria Nelma Carvalho Braga ou pode nos perguntar nas reuniões da
Sociedade de Artes e Letras-SAL.


Mutuá



Segundo o Decreto de 1937 que determinava a criação de loteamentos no município de São Gonçalo, a região hoje conhecida como Mutuá foi a primeira a ser escolhida para que tal experimento fosse aplicado. Com o nome primeiro de "Cidade Nova" tendo em vista a organização de suas ruas dando a São Gonçalo uma visibilidade maior no estado do Rio. Realmente, o bairro é bem organizado, com praças e ruas largas, aproveitando todos os morros. Na Praça José Pedrosa (conhecida como “pracinha do Mutuá”), existia um grande cinema para os moradores. Mais tarde, segundo testemunhos, este loteamento foi edificado pela Caixa Econômica Federal (CEF) para soldados e praças da Marinha do Brasil. E por ser a CEF a financiadora através do sistema de compra, parte-se do pressuposto que o nome "mutuá" venha da corruptela de "bairro dos MUTUÁrios".


Boassú


O nome Boassú (atualmente estão escrevendo Boaçú) incorre no mesmo processo de corruptela de nomes. O nome correto seria "m´boi-assú" que significa na lingua Tupi "cobra grande" - uma vez que a região era abundante em cobras grandes, tipo Jibóias e até Sucuris. Deve-se também ao nome do rio que corta quase toda a cidade, o rio Imboaçu. Por isso, se encontrar alguma cobra grande no local, anime-se: a natureza está voltando...


Salgueiro


Deve-se ao sr. Manoel Salgueiro, português que tinha um comércio no que hoje é a esquina entre Estrada das Palmeiras e Estrada da Sapucaia. De fato, “Salgueiro” é apenas o nome de quatro quadras do bairro, que se chama “São Lourenço” em sua totalidade. A fazenda que existia ali - S. Lourenço - foi loteada e na década de 1960 o BNH - antigo Banco Nacional da Habitação, federal - fez um conjunto de casas muito boas no local para trabalhadores. As casas tinham o planejamento da “puxadinha”, isto é, um espaço no fundo do quintal para que pudesse ser feita mais uma construção, como uma meia-água – tradicional para os filhos que se casam cedo e que ainda não têm casa própria. Os antigos dizem que os moradores do morro do Salgueiro, no Rio, foram morar lá, levando para o bairro, além da coincidência do nome do morro, a violência e bandidagem. Por coincidência, o Morro do Salgueiro, no Rio de Janeiro, era de propriedade do parente do sr. Salgueiro de São Gonçalo. A mesma família deu seus nomes a locais distintos... Na verdade, e poucos sabem, existem vários bairros e sub-bairros no local, além do Salgueiro, que pertence ao 1o. Distrito da cidade.: São Lourenço, Eucalipto, etc.

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São Gonçalo vista do Morro da Matriz

 

Alexandre Martins

 

Em 1502 foi descoberta a Baía de Guanabara e, em decorrência, suas regiões. A chamada Banda D'Além tinha uma sesmaria, a de São Gonçalo, parte da Capitania de São Vicente.

Foi o viajante francês Jean Lery quem, em 1557, fez a primeira referência escrita que se conhece, às terras do hoje município de São Gonçalo. Em seu livro “Viagem às terras do Brasil” ele comenta que encontrou aldeias indígenas Tupis em torno da baía que nós hoje chamamos de Guanabara e localizada a Ilha de Itaoca, como o ponto de uma delas. 1

A Sesmaria de São Gonçalo compreendia o espaço o que hoje seria da Praia de Icaraí à Praia da Luz. Seu desbravamento se deu pelos Jesuítas, que construíram portos e fazendas. À época existiam poucos habitantes nativos, como os índios

É, pois, em abril de 1579 que se tem o início da história de São Gonçalo. A paróquia data dee 10 de fevereiro de 1646, bem como a transformação da sesmaria em Frequesia.

Gonçalo Gonçalves, “O Velho” é considerado o primeiro donatário da Sesmaria que deu origem à atual cidade, cuja carta de doação data de 6 de abril de 1579 de terras “com mil braças de largo e 1500 de comprido, em Suassunhã do Porto de Birapitanga”. Fidalgo natural de Amarante, região do Minho, em Portugal, morava no Rio de Janeiro. De posse da terra, erigiu a igreja de São Gonçalo do Amarante, às márgens do Rio Imboaçu, aonde hoje está a igreja matriz. O povoado surge em seguida, onde hoje é o bairro do Zé Garoto.

Revolta da Cachaça é o nome pelo qual passou à História do Brasil o episódio ocorrido entre final de 1660 e começo do ano seguinte, no Rio de Janeiro, motivado pelo aumento de impostos excessivamente cobrados aos fabricantes de aguardente. Também é chamada de Revolta do Barbalho ou Bernarda. Governava o Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá e Benevides, no início de 1660. Produtores da região norte da Baía da Guanabara, então Freguesia de São Gonçalo do Amarante (atuais municípios de São Gonçalo e Niterói) rebelaram-se contra a taxa.

Durante seis meses houve reuniões na fazenda de Jerônimo Barbalho Menezes de Bezerra, na Ponta do Bravo (atual bairro do Gradim, em São Gonçalo).

Na madrugada de 8 de novembro de 1660, liderados pelo fazendeiro, os revoltosos atravessam a baía, convocando o povo da cidade pelo toque de sinos a reunir-se diante do prédio da Câmara. Totalizavam 112 senhores de engenho, 10 de São Gonçalo, que exigiam o fim da cobrança das taxas, bem como a devolução daquilo já arrecadado. Tomé de Sousa Alvarenga, tio do governador e em exercício durante sua ausência. Alvarenga foi enviado para Portugal junto a uma lista de acusações contra sua família, então poderosa. Salvador de Sá organizou uma tropa de paulistas. O Rio de Janeiro foi atacado de surpresa, na madrugada de 6 de abril. As tropas baianas vieram pela praia, enquanto Salvador de Sá invadia com os seus pelo interior. Apanhados de surpresa, os revoltosos não opuseram resistência.

Aprisionados os líderes, foi montada uma corte marcial que condenou os rebeldes à prisão. Jerônimo Barbalho, único condenado à morte, foi decapitado e sua cabeça afixada no pelourinho.

O Conselho Ultramarino, porém, deu razão aos rebelados. Salvador de Sá foi afastado de suas funções e teve de responder em Portugal por seus excessos. A família Sá, descendente do ex-governador-geral Mem de Sá e do fundador da cidade do Rio de Janeiro, Estácio de Sá, perdeu prestígio e a grande influência que até então conseguira manter. Os rebeldes condenados foram libertados.

Em 1749 foi criada a Estrada Real (atual rua Moreira César) ligando Niterói a Alcântara. À época o trajeto era feito por embarcações do Porto de Niterói para os portos de São Gonçalo (Ponte, Luz, Neves, Bandeira e Lira) e a ligação com o Rio de Janeiro se dava tembém por esses portos.

Com a criação, em 21 de junho de 1769, da Freguesia de Paquetá, esta é anexada a São Gonçalo, sendo anexada finalmente pelo Rio de Janeiro somente em 1833.

Em 1779, São Gonçalo contava com 23 engenhos de açúcar, com 952 escravos numa população de mais de seis mil habitantes.

Em 1780 recebeu as primeiras mudas de café, oriundas de Belém, no Pará.De São Gonçalo, expandiu-se para todo o Estado do Rio e para o Vale do Paraíba.

Em 1819 é criada a Vila Real de Praia Grande e São Gonçalo é anexada junto com outras freguesias. Em 1834 é denominada Cidade de Niterói e, em 1835, é elevada a capital do Estado do Rio de Janeiro.

Em 1847, o Imperador D. Pedro II visita São Gonçalo pela primeira vez, hospedando-se na sede da Fazenda do Jacaré (atual bairro do Patronato).

Em 1860, possuía São Gonçalo 30 engenhos de cana e 10 fornos de cerâmica, exportando seus produtos pelos portos de Gradim, da Pedra, Maruí, Neves, Guaxindiba, da Madama, da Ponte, da Luz, do Rosa e Boa Vista.

Em 1890, foi São Gonçalo a sede da primeira Região Policial do Estado do Rio, conseguindo ainda, aos 22 de outubro, seu desmembramento de Niterói. Em 1899 é inaugurado o primeiro prédio da Prefeitura, no mesmo local atual, embora seu primeiro prefeito, Cel. Ernesto Francisco Ribeiro, tenha somente sido nomeado em 1904. Em 1922, São Gonçalo é reconhecida oficialmente como cidade.

Em 1943, o distrito de Itaipú é cedido para o município de Niterói e São Gonçalo deixa de ter sua ligação com a Costa brasileira.

Não somente o Imperador e a Princesa Isabel, mas Presidentes do Brasil visitaram São Gonçalo, como Getúlio Vargas em 1943 e Juscelino Kubitschek em 1956.

Os primeiros bairros de São Gonçalo tiveram origem das fazendas de cana de açúcar que foram loteadas no início do século XX, daí muitos terem seus nomes, como Trindade, Itaúna, Colubandê, etc. Outros, pelos portos que existiam no local, como Porto Novo, Porto da Madama e outros.

Muitos brasileiros importantes nasceram em São Gonçalo, como o Conde Baurepaire Rohan, construtor do primeiro Plano Diretor da cidade do Rio de Janeiro; Orlando Rangel, introdutor da Indústria Farmacêutica no Brasil; dentre outros.

 

* * *

 

 


 

1- O termo tamoios se refere a uma aliança de povos indígenas do tronco lingüístico tupi que habitavam a costa dos atuais estados de São Paulo (litoral norte) e Rio de Janeiro (Vale do Paraíba fluminense). Esta aliança, liderada pela nação tupinambá, congregava também os guaianazes e aimorés. Portanto "tamoio" não se trata de um etnônimo, ou seja, de uma tribo ou nação indígena específica. O termo "tamoio" vem "tamuya" que em língua tupi significa "os anciãos". A aliança de tribos, conhecida como Confederação dos Tamoios, foi motivada pelos ataques dos portugueses e mestiços que procuravam capturar escravos entre os indígenas para trabalhar nas primeiras plantações de cana-de-açúcar. Por décadas, os Tamoios foram a única resistência organizada contra a colonização portuguesa.

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Jorge Nunes*

 

 

Foi obra do acaso, é certo, mas mesmo assim tornou-se o primeiro relato sistemático sobre o surgimento do atual Município de São Gonçalo. Antes dele, outros escreveram relatórios sobre a então freguesia, mas ninguém de maneira tão densa.

Foi o monsenhor José de Souza Azevedo Pizarro e Araújo, ou, simplesmente, monsenhor Pizarro, quem relatou sua visita pastoral às freguesias subordinadas ao Arcebispado do Rio de Janeiro, no final do século XVIII, entre elas a de São Gonçalo de Amarante. E citar a matriz católica gonçalense, além de outras igrejas, capelas e oratórios, é o mesmo que falar da história do município, pois foi ela o núcleo urbano inicial, principal cemitério da futura cidade durante cerca de trezentos anos, o centro dos casamentos, a fonte de várias iniciativas culturais, o pólo político por três séculos. Enfim, pela matriz passavam todos os fatos de relevância na vida da cidade e, nas demais igrejas, capelas e oratórios, também se davam os mesmos fatos, com foco nas localidades em que estavam.

 

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