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Alexandre Martins

 

É curioso um mesmo bairro ter vários nomes, mas é o caso do bairro do Salgueiro.

Surgido na década de 1970 a partir do loteamento da fazenda de São Lourenço, foi preenchido por casas do antigo BNH para população operária.

Um dado curioso é que o tamanho do terreno de cada casa e mesmo o tamanho padronizado delas era para uma finalidade que ainda hoje vemos: a construção de anexo para os filhos dos moradores.

É costume em nossa cidade que os filhos ocupem o mesmo terreno dos pais quando se casam para construirem suas próprias casas. Dão-se nomes curiosos, como “puxadinhos” e “meia-água”. É comum ver em terrenos ou lotes várias gerações de uma mesma família. São filhos, pais e até avós em uma pequena comunidade no mesmo número da rua...

O conjunto do Salgueiro – ou “do BNH”, como se chamava à época – tinha essa preocupação. Havia a possibilidade de construção de uma nova casa nos fundos sem prejuízo para ninguém.

Fins de 1959, a Fazenda São Lourenço, de propriedade de José Francisco Corrêa e família foi demolida e seu laranjal desmatado para que as ruas como hoje são conhecidas fossem loteadas pelo BNH.1

O bairro da dupla de compositores “Claudinho & Buchecha” é conhecido no Rio de Janeiro como “favela do Salgueiro” e citado nos jornais como “Complexo do Salgueiro” - como a junção de favelas do Rio chamadas de Complexo do Alemão. Suas colinas são chamadas de “morro” e daí para ser “favela” é um pulo.

Mas tudo isso não corresponde à realidade.

A verdade é que toda a região pertencia ao Bairro de Itaúna, um dos maiores loteamentos de São Gonaçlo com 3663 lotes.

A História de São Gonçalo nos diz que há vários bairros no local, além do Salgueiro, como os bairros Eucalipto, Bela Vista, Miguel Couto e São Lourenço.2

O bairro do Salgueiro tem este nome por causa de Manoel Salgueiro, um português dono de imóveis em quatro ruas no local nas primeiras ruas entre a Estrada das Palmeiras e a Estrada da Sapucaia. Na realidade “Salgueiro” é a localidade situada às margens do Rio Alcântara.

O Jardim São Lourenço é por causa do nome da antiga fazenda do local. È especificamente a região entre as ruas Carlos Freire e Waldomiro Silveira.

Bela Vista é o nome da região norte do morro aonde se situa o CIEP 248 (Prof. Túlio Rodrigues Perlingeiro). Entre as ruas Elias de Morais e as Estradas das Palmeiras e da Sapucaia.

O bairro Eucalipto é a região entre a Rua Batavia e a Estrada da Sapucaia.

O bairro Miguel Couto – ou ainda, “Vila Professor Miguel Couto” - é a região a partir da Estrada das Palmeiras ao lado sul do Rio Morto – este na verdade um afluente do Rio Alcântara, que deságua também na Baía de Guanabara através do Imboaçu.

A Prefeitura de São Gonçalo reconhece oficialmente apenas o Salgueiro, um dos 30 bairros do Primeiro Distrito do Município.

 


 

1- O Banco Nacional da Habitação (BNH) foi um banco público brasileiro voltado ao financiamento e à produção de empreendimentos imobiliários. Criado em 1964 pela Deputada Sandra Cavalcanti, sua primeira presidente, através da Lei 4.380, o BNH tinha por função a realização de operações de crédito — sobretudo de crédito imobiliário —, bem como a gestão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Era um banco de segunda linha, ou seja, não operava diretamente com o público, atuando por intermédio de bancos privados e/ou públicos, e de agentes promotores, tais como as companhias habitacionais e as companhias de água e esgoto. Junto com o BNH, foi criada a correção monetária para as prestações, com o objetivo de manter o sistema auto-sustentável. O BNH foi extinto em 1986, através do Decreto Legislativo nº 2.291/86, o qual o repassou à Caixa Econômica Federal.

2- Guia Eureka, E.P. Editora Eureka, LTDA, São Gonçalo, 1984.

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