busca

Vultos da Cidade

Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive

 

 

Ele nasceu Cleydson Valadares Costa e se transformou em Caju Valadares há dois anos, quando viveu um policial em “A Regra do Jogo”, novela de João Emanuel Carneiro e direção de Amora Mautner.

De la pra cá, não parou mais, com participações em diversos programas da emissora.

Nascido no bairro do Caju, Zona Portuária do Rio (de onde vem o nome artístico), este carioca vem dando passos rumo ao estrelato.

O jornal A Metrópole conversou com o ator de 39 anos, torcedor do Flamengo e fez recentemente a novela “Rocky Story”.

A Metrópole – Como foi a infância no Rio?

Caju Valadares – Era um Rio mais tranquilo. Morei na Glória, Catete, na Cruz Vermelha (Centro), mas o que mais sinto saudade é da minha infância em Santa Teresa. Não tem uma só vez que eu vá àquele bairro tão tradicional que eu não me lembre daquela época tão saudosa. Emoção aflora quase sempre.

A Metrópole – Morou um tempo em São Gonçalo?

Caju Valadares – Moro em São Gonçalo/RJ desde o início dos anos 90. Morei no Bandeirante e há mais de 20 anos, passei morando no Rocha. Depois, morei em Santa Catarina e em São Paulo. De volta ao RJ, voltei a viver em São Gonçalo.

A Metrópole – Podemos então dizer que você é um filho adotivo da cidade?

Caju Valadares – Sim… bem adotado. Gosto daqui. Acho tão perto do Rio.

A Metrópole – Mesmo sendo uma das cidades mais violentas do Estado?

Caju Valadares – Hoje a violência está em todo lugar. Não tem jeito. É uma doença social. Acho que a (in)segurança pública, hoje, é o principal problema do País. Que empresa vai querer investir num País que tem números dignos da Síria? Não adianta resolver Saúde, Educação, Economia quando nossa população está sendo dizimada! É como um câncer social e isso não vem da desigualdade social, e sim, das leis frágeis que beneficiam à criminalidade.

A Metrópole – Você tem feito aparições em programas da Rede Globo e inclusive em novelas. Como começou isso?

Caju Valadares – Começou meio que sem querer. Meu sonho sempre foi trabalhar atrás da câmeras. E fui tentar uma vaga como “Cabo Man”, até que uma pessoa me confundiu com uma pessoa que fazia elenco de apoio de “Babilônia, em 2015. Daí, me interessei pela arte, fiz testes, cursos, workshops, até que pintou convite pra eu fazer “A Regra do Jogo”, e daí, não parei mais.

A Metrópole – De quem foi o convite e como surgiu?

Caju Valadares – Da produtora Luana Diogo, que foi assassinada neste último final de semana, em Laranjeiras. Devo toda a minha gratidão a ela.

A Metrópole – E quais os (as) atores ou atrizes você tem sido grato pelos ensinamentos nesta difícil arte de interpretar?

Caju Valadares – Sem dúvida, o mestre Thony Ramos, o maior de todos. Sua humildade e gentileza, fazia parecer que eu tinha anos e anos de experiência. Suzana Vieira, Fábio Assunção, Cauã Reymond, Marco Pigossi, Humberto Martins são outros que ‘dão aulas’ em cena. Realmente, são experiências enriquecedoras demais.

A Metrópole – Mas quais são os atores que você sempre admirou?

Caju Valadares – Sempre admirei o Tony (Ramos), Cauã (Reymond), Bruno (Gagliasso), Gio (Giovanna Antonelli), e a maior de todas: Fernanda Montenegro, com quem tive a honra de participar de um cena em que ela conduzia no último capítulo de “Babilônia”, em 2015, onde gravamos no plenário da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).

A Metrópole – Quais são os projetos do Caju Valadares neste segundo semestre de 2017?

Caju Valadares – Com o término de “Rock Story” agora em Junho, estou me dedicando a um Projeto com o Grupo de Teatro que faço parte, o “Nós das artes, em que vamos gravar uma série pro nosso canal no YouTube: “Casa do Caramba”. E quanto à TV, vamos aguardar pra novos desafios.

A Metrópole – Fale um pouco do grupo teatral “Nós das Artes”?

Caju Valadares – É um grupo que existe há 15 anos, chefiado pelo Ator e Diretor Thony Duarte, que participou de várias novelas na Globo e recentemente esteve no elenco de apoio de “A Força do Querer”, que está no ar. É um grupo composto por mais de 30 atores e atrizes, de todos os níveis: profissionais, iniciantes e amadores. Sem nenhum tipo de apoio ou ajuda, o grupo se mantém basicamente do empenho dos participantes e do amor à arte.

A Metrópole – E quem quiser acompanhar o seu trabalho nas redes sociais, como faz?

Caju Valadares – Toda a minha carreira está nas redes sociais, em fotos, vídeos, depoimentos… só acessar e seguir: Caju Valadares no facebook e @cajuvaladares no instagram.

A Metrópole – E para quem quer se tornar ator, qual os conselhos que você dá?

Caju Valadares – Estudar… estudar… estudar e se entregar à arte. Interpretar vai do limite da técnica ao limite da realidade, e o desafio do ator é saber gravitar entre esses dois extremos de forma contínua.

 

Entrevista com o ator Caju Valadares

 

 

0
0
0
s2smodern
Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive

O cientista físico Alexandre Martins de Souza acaba de ser nomeado Pesquisador Adjunto, no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro, após obter o primeiro lugar no concurso público, que visava preencher o cargo, no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro.
O cargo compreende atividades na área de atuação: Experimental e Magnetismo ou em sistemas fortemente correlacionados, ou em informação quântica por Ressonância Magnética Nuclear (RMN), ou em nano ciência e nanofabricação, e está inserido na carreira de Pesquisa em Ciência e Tecnologia (cargo padrão) :
Para concorrer, o candidato teria que ser Doutor em Física ou em área correlata, e ter realizado pesquisa relevante em sua área de atuação. Alexandre que tem três (3) pós-doutorados, concorreu com candidatos de diversos países, obtendo a nota 8,06.

QUEM É

O que os gonçalenses não sabem e, aí incluem-se nossos principais estudiosos e autoridades, é que Alexandre Martins de Souza (31 anos) nasceu no bairro Neves, em São Gonçalo.
Cursou o Ensino Fundamental e o Ensino Médio no Colégio Paraiso. Em 1995, prestou vestibular para o curso de física na Universidade Federal Fluminense (UFF). Apesar de ter sido aprovado não conseguiu matrícula porque não havia concluído o 2º grau.
Voltou a fazer novo vestibular, ainda na UFF, em 1996, e foi aprovado. Em 2000, formou-se. Prestou vestibular para fazer o mestrado em física no Centro Brasileiro de Pesquisa Física (CBPF), fundado pelo renomado cientista Cezar Lattes, e foi o único aluno aprovado. Diplomou-se em 2003. Iniciou, então, o doutorado ainda no CBPF e formou-se em 2008, como Doutor em Física, Computação e Informação Quântica.
Sua tese para o doutorado, "um estudo de emaranhamento e desigualdade de Bell em sistemas técnicos magnéticos" recebeu prêmio como "a melhor tese de doutorado defendida".
O cientista Alexandre Martins de Souza. a seguir, fez pós-doutorado em física na Universidade de Waterloo, no Canadá e um outro pós-doutorado na Technische Universität. em Dortmund, Alemanha.
Participou de dezenas de congressos e de palestras na Áustria, França e Itália. Tem publicações sobre física em diversas revistas e jornais (sobre ele, no Google existe extensa informação).
Em 2001, fez o Curso "Política e Estratégia" da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg), quando foi apontado como o mais jovem (18 anos) adesguiano do Brasil.

Descoberta


Em junho de 2011, a Revista Scientific American, publicou uma notícia que dava conta de uma importante descoberta: Ei-la, na íntegra:

"O cientista físico Alexandre Martins de Souza, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, e seus colegas durante uma pesquisa, descobriram recentemente enredamento em materiais macroscópicos, tais como carboxilatos de cobre à temperatura ambiente e superior. Nestes sistemas, a interação entre os spins das partículas é suficientemente forte para resistir a caos térmico.
Em outros casos, uma força externa afasta térmica efeitos [ver "Easy Go Easy Come", de George Musser, notícias Scan. Os físicos têm visto emaranhamento em sistemas de tamanho crescente e temperatura, a partir de íons aprisionados por campos eletromagnéticos para ultracold átomosem redes de supercondutores bits quânticos.
Estes sistemas são análogos ao gato de Schrödinger. Considere um átomo ou íon. Seus elétrons podem existir ao redor do núcleo ou mais distância, ou ambos ao mesmo tempo".
 
 
0
0
0
s2smodern
Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive

Das fileiras do famoso 3º Batalhão de Infantaria (3º B.I.), saíram muitos combatentes. Dentre os quais o sargento Cybber Porto de Mendonça, integrante da Força Expedicionária Brasileira - FEB - morto em combate durante a Segunda Guerra Mundial, na Itália.

Da mesma forma, o combatente José Martins dos Reis, integrante da FEB e exímio atirador. Ao retornar do teatro de operações da Itália, ao fim da guerra, alcançou o posto de Major, que o levou a ser conhecido como "Major Reis".

Major Reis participou de muitos campeonatos de tiro, no Brasil e no exterior, sendo condecorado certa vez, dentre tantas, pelo próprio Comandante do Exército, à época.

Foi sócio-fundador do Clube de Caça e Tiro Nacional - CCTN, localizado em São Gonçalo.

 

Cybber Porto de Mendonça

 

NOME: Cybber Porto de Mendonça - (www.anvfeb.com.br)

UNIDADE : 1º RI

POSTO: 3º Sgt

IDENTIDADE: 1G-184.427

NATURALIDADE: São Gonçalo, RJ

DATA DE FALECIMENTO: 30.11.1944

LOCAL: Bombiana - (www.anvfeb.com.br - Roberto R. Graciani)

OBS: Morto em ação - Agraciado com as Medalha de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe.

 


0
0
0
s2smodern
Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive

 

Filho de Antônio Molina e Eponina Castro Molina, nasceu na Covanca, município de São Gonçalo, Estado do Rio de Janeiro em 20 de julho de 1931.

Casou-se com Zilma de Rezende Molina, tendo três filhos: Valéria, Cláudia e Alexandre. Professor. Nos anos 50, quando cursava a Faculdade Letras, entrou para os Correios como carteiro. A seguir foi promovido a telegrafista e seguiu carreira na empresa, chegando a Chefe da agência de Correios de Icaraí, Niterói-RJ. Em 1967 abandonou os Correios, ingressando no magistério.

Formado em Letras pela antiga Faculdade Fluminense de Filosofia, atual Universidade Federal Fluminense – UFF, foi professor de Língua Portuguesa e pedagogo. Lecionou 30 anos no Instituto Cléia Nanci, e também nos Colégios Independência, Rubem Berta e São Gonçalo – todos no seu município natal. Publicou dois manuais de Redação e um de Gramática.

Escritor e historiador. A esta última função dedicou os últimos anos de sua vida, produzindo sérios estudos sobre a história de São Gonçalo (município do Estado do Rio de Janeiro), em parceria com o também historiador Salvador Mata e Silva. Sua dedicação à pesquisa histórica gonçalense iniciou-se em 1985 quando participava da Associação de Moradores da Venda da Cruz. Sua base eram os documentos de terras, cujo acervo encontra-se no Arquivo Nacional, local em que passava quase todo seu tempo.  Em co-autoria com Salvador Mata e Silva, iniciou coleção sobre São Gonçalo, publicando São Gonçalo no Século XVI, e a seguir São Gonçalo no Século XVII.

Já tinha terminado o terceiro volume São Gonçalo no Século XVIII, estando em plena atividade para seu lançamento no dia 23 de outubro de 1998, quando no dia 9 foi vítima de um colapso cardíaco, falecendo aos 67 anos. Foi sepultado em Niterói-RJ, no Cemitério Maruí.

Membro da Academia Gonçalense de Letras, Artes e Ciências – AGLAC e um dos mais ativos colaboradores do Projeto Memor do Instituto Gonçalense de Pesquisa e Memória, mantido pelo Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos – ICBEU. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Gonçalo, que instituiu a honraria “Medalha Evadyr Molina”; do Instituto Histórico de Niterói e do Círculo Lingüístico do Rio de Janeiro.

Seu nome foi dado à escola municipal em Venda da Cruz, onde residiu e que foi a origem de seu interesse pela pesquisa. Associou-se ao Colégio Brasileiro de Genealogia em 26 de fevereiro de 1991.

Publicou: Redação Técnica – Projeto Empresa, MEC, Brasília – 1981; Fundamentos de Redação – 1998; Pontos de Estudos Gramaticais da Língua Portuguesa – São Gonçalo, ICBE – 1992; São Gonçalo no Século XVI – co-autor . São Gonçalo, 1995; São Gonçalo no Século XVII – co-autor – São Gonçalo, 1997; São Gonçalo no Século XVIII – co-autor. São Gonçalo, 1998. Deixou no prelo: Venda da Cruz.

fonte: CBG

0
0
0
s2smodern
Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive
Alexandre Martins

 

Desde que Walt Disney popularizou o Desenho Animado pelo Mundo, todo aquele que tem um talento para o cartum, quadrinho ou animação tem o título “Disney”.

São Gonçalo tem o seu “Disney”. Chamava-se Luis Sá.

Nascido em Fortaleza, Ceará, em 28 de Setembro de 1907, Luiz Sá de Araújo era de família de desenhistas, pois seus pais eram professores de desenho. Ainda quando criança enchia os cadernos escolares com desenhos. Acabados os cadernos, começou a rabiscar com carvão pelas calçadas de Fortaleza, pros garotos verem. Outras pessoas passavam, diziam: "Esse menino tá se perdendo aqui. Vai pro Rio, menino".

Seu primeiro trabalho na área foi ainda em Fortaleza, com uma pequena participação numa revista humorística.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1928. “Passei fome”, dizia ele. Expôs bicos-de-pena aquarelados que fixavam cenas e costumes do Ceará. No jornal "O Imparcial", diagramava a página de esportes. Ao contrair icterícia, é levado ao Hospital do bairro da Gamboa, onde uma freira lhe consegue um trabalho como vigia. Para não pegar no sono, redesenhava quadros famosos da história do Brasil.

Quando o caricaturista Pacheco Queiroz, que trabalhava no "Diário Carioca", levou seus trabalhos para o então funcionário da editora "O Malho" e futuro dono da Ebal1, Adolfo Aizen, que ofereceu 10 mil réis por desenho para publicá-los nas revistas O Malho.2

Com o fim da revista "Eu Vi", que foi publicada só para suprir a falta d´ O Malho, fechado na Revolução de 30, Aizen pediu para ele fazer uma história infantil para "O Tico-Tico", revista em quadrinhos da editora e a a primeira revista em quadrinhos do Brasil, O Tico-Tico, que circulou desde 1905 até a década de 70.

Assim Luiz Sá criou seus personagens mais famosos: Reco-Reco, Bolão e Azeitona, que saíram pela primeira vez na edição de abril de 1931 d'"O Tico-Tico". Criou também o cão Totó, o ratinho Catita, Pinga Fogo, Maria Fumaça, entre outros. Fez esses personagens até 1960, quando o Tico-Tico fechou.

Luiz Sá trabalhava também como funcionário do Serviço Nacional de Educação Sanitária - um órgão governamental criado em 1941, durante o governo do presidente Getúlio Vargas - e ilustrou vários livros e folhetos sobre saúde pública e prevenção de acidentes. Seus traços retratavam os hábitos e cuidados com a saúde com leveza e humor, ajudando a tornar o tema mais atraente para todos os públicos. Hábitos saudáveis, alimentação correta, higiene, prevenção e combate a doenças eram alguns dos temas tratados pelo Serviço Nacional de Educação Sanitária, que se dedicou a criar peças de propaganda em diversos meios. Um desses recursos eram as cartilhas.

Foi pioneiro no Desenho Animado brasileiro, criando dois curtas entre 1938 e 1939: “Aventuras do Virgolino”. Fez desenhos para aberturas dos cine-jornais na década de 1940 e ilustrações para as TVs Rio e Globo, já nos anos 60. Sá também foi responsável pela criação de O Bonequinho, personagem usado na seção de crítica de cinema do Jornal O Globo3. Seu desenho é caracterizado pelo uso quase exclusivo de linhas curvas, tendo quase todos os seus personagens os rostos bastante arredondados.

Depois dessa época de ouro dos seus desenhos, a vida de Luiz Sá não ficou nada fácil. Durante os anos 60, aconteceu uma verdadeira invasão dos quadrinhos estrangeiros. Muitas revistas brasileiras fecharam. Nessa época, o artista retirou-se para viver afastado em São Gonçalo. “Estou muito satisfeito”, dizia. Ele contraiu tuberculose em 1974, e foi internado no Hospital Azevedo Lima, em Niterói.4

Apesar das dificuldades, continuou a trabalhar em prol da saúde, e durante sua internação, realizou cerca de 50 desenhos. Alguns retratavam o bacilo de Koch, causador da tuberculose, e outros inimigos da saúde. O desenhista se recuperou e voltou para casa após o tratamento, mas alguns anos depois, em 1979, acabou falecendo de complicações causadas pelo problema no pulmão.

 

* * *

 

 


 

1- Editora Brasil América, uma das maiores editorasd o Brasil nas décadas de 1960 e 1970.

2- Disponível em www.invivo.fiocruz.br. Acesso em 26/01/2011.

3- VERGUEIRO, Waldomiro, et alii (org.). "Luiz Sá". In O Tico-Tico - Centenário da primeira revista de quadrinhos do Brasil. São Paulo: Opera Graphica, 2005

4- abril de 1975 no terceiro número da revista O Bicho.

0
0
0
s2smodern
Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive

Sérgio Toledo

 

Ao discorrer sobre saúde que nossos políticos tanto promovem como bandeiras de futuro próximo , quando caminhando na segunda década do segundo milênio ( dC), vemos lamentavelmente que sua grande maioria são destituídos de conhecimentos de causa..Falo porque estatísticas , programas e projetos sem o hardwer humano modelado segundo uma política nacional , que derrama sua responsabilidade sobre o Estado e municipios ,não são efetivados.

Nos estertores do séc XIX e início do XX , tivemos um pleiade de pensadores em nossa terrra que tiveram uma importância crucial na consilidação de nossa autonomia.

Neste tempo a necessidade de dar moldes civilizadores a uma emergente cidade, vemos o surgimento de várias correntes em vários setores da sociedade, na educação como Albertina Campos que por muito tempo esteve na direção de nosso primeiro colégio ( Nilo Peçanha ) por onde passou vários expoentes como a Professora Aída Vieira de Souza, que vem ser filha de um de nossos Prefeitos ( Eduardo Vieira ) .

Na saúde desponta a figura de Dr. Luiz Palmier e esposa que em sua chácara reuniam-se com dignos Gonçalenses preocupados com a cidade e seu destino.

Estrelas pungentes na imensidão do vasto conhecimento filosófico do positivismo de Comte. As idéias atuais de Luiz Palmier com sua visão holística, nos enternece e orgulha.

Essa mensagem vai para os amigos pretendentes a cargos do Legislativo e Executivo da cidade de São Gonçalo. Façam investimentos em ações calcadas em valores já muito bem estudados. Basta rever e pedir auxílio para que façam cumprir bem seu destino como mandatários das leis e das contribuições populares.

Vaia aqui uma pequena lembrança deste expoente de nossa cidade , que ao certo não e nato, mas no tempo e espaço não temos cidade de nascimento , e sim um planeta onde somos criados e recebidos.

 

Pequena biografia de Luiz Palmier

Chegando ao município de São Gonçalo em 1918, Luiz Palmier cedo tornou-se figura marcante na promoção e nos cuidados à saúde da população local, imprimindo-lhes novos rumos e direções. Apresentaremos aqui uma pequena biografia de nosso protagonista, percorrendo sua trajetória de vida a fim de reconstruir a série de sociabilidades e relações que possibilitam vislumbrar a vida pessoal do médico e as transformações locais dessa época.

Nascido em Sapucaia, interior do estado do Rio de Janeiro, em 21 de setembro 1893, Luiz Palmier era o terceiro filho de uma prole de seis. Sua família dedicava-se à lavoura e invariavelmente passava por dificuldades financeiras. Tendo sido balconista de uma farmácia na juventude, Palmier iniciou-se aí nos segredos da área, conciliando com esforço o trabalho e os estudos até que, em 1912, formou-se na Escola de Farmácia de Ouro Preto, em Minas Gerais, primeira na América Latina e hoje uma unidade da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).

Em 1918 Palmier iniciou o curso de medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro – atualmente um dos centros da Universidade Federal Fluminense (UFF) –, mesmo ano em que passou a colaborar no tratamento e combate à epidemia da gripe espanhola. Não concluiu o curso de medicina no prazo previsto, tendo-o feito apenas em 1932, quando conseguiu retomar os estudos após seu casamento (1925) e a chegada dos filhos.

São Gonçalo, no início do século XX, passava por grandes transformações sociais e políticas, na busca por municipalização. A partir de finais da década de 1910, o poder instituído local passa a intervir minimamente para ordenar o espaço público no campo urbanístico e de serviços. Durante esse processo, Luiz Palmier destacou-se nas áreas de saúde e educação, dimensões estratégicas para a construção da identidade e das políticas públicas de desenvolvimento da cidade, obtendo projeção profissional logo após sua chegada e passando a manter laços e a conviver com a elite local.

Mostrou-se imediatamente um crítico da falta de cuidados com a higiene – privada e pública – da comunidade local e entrou em embate com os detentores dos saberes práticos da medicina popular, os curandeiros. Saneamento básico e cuidados com a saúde eram questões primeiras de sua defesa: o município não possuía nenhum hospital, sendo a saúde coletiva assistida por um posto de saúde que não dava conta do volume de demandas.

Fazia-se necessária a criação de uma entidade que viabilizasse a concretização desses ideais. Assim, a partir de sua mobilização bem como dos cidadãos ilustres do município, depois avolumada também por populares dos mais diversos estratos sociais, foi marcada para 1º de janeiro de 1920 uma reunião aberta no Grêmio Artístico e Literário da cidade, a fim de organizar uma comissão com essa finalidade. O convite público obteve sucesso: o auditório estava repleto. Após as discussões, estava criada a Associação do Hospital de São Gonçalo, que passou a funcionar num prédio doado pela Prefeitura, no centro da cidade, e cuja presidência foi conferida a Palmier.

Longa jornada até a concretização do Hospital, em 1934. Paralelamente, Luiz Palmier preocupava-se com a educação, problemática da qual fazia sua segunda pele, destacando-se como ícone de várias causas e realizações nesse campo. Em maio de 1942, recebe da vida um duro golpe: seu primogênito, carinhosamente alcunhado de Luizinho, foi vítima fatal de um grave acidente em casa, o que ocasionou grande comoção e prostração à família, especialmente a Palmier, que via nele seu sucessor profissional. Tal fato parece desnortear decisivamente o precursor dos cuidados médicos sistematizados de São Gonçalo, fazendo-o, por essa época, afastar-se progressivamente das questões de caráter mais administrativo do Hospital, postura que mantém até sua morte, em 16 de outubro de 1955.

Em síntese, como demonstração da produção bem como da preocupação de Luiz Palmier com São Gonçalo, há que se atentar para sua principal obra como escritor, São Gonçalo cinqüentenário: história, geografia, publicada em 1940 em comemoração aos cinqüenta anos de emancipação política e administrativa do município. Nela, o autor trata de vários temas, procurando dar conta do desenvolvimento da cidade e de seu potencial no conjunto dos municípios do estado.

Luiz Palmier foi médico, farmacêutico, educador, escritor, político, jornalista, geógrafo e historiador, entre outras atuações, tendo desempenhado um sem-número de funções públicas e profissionais. Mesclou sua imagem à do município, assentando neste uma marca reconhecida de desenvolvimento social, econômico e político.

 

Luís ReznikI; Marcelo da Silva Araújo

Imagens constituindo narrativas: fotografia, saúde coletiva e construção da memória na escrita da história local*

 

0
0
0
s2smodern
Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive

JSN Dome provides 3 menu styles to present your website navigation. The default Joomla! built-in menu module (mod_mainmenu) is utilized, so you don't need to install any external menu modules.

Main Menu

Main Menu

Main Menu is very powerful menu built with clean accessible XHTML code structure and effective drop-down submenu panels.

Main Menu with rich text

Main Menu with rich text

You can add icon and descriptive text to each menu item to make them much clearer and more appealing. Both descriptive text and icons are configured directly in menu item settings page, which is very convenient.

See live demo of Main Menu


Tree Menu

Tree Menu represents menu items in clear tree-like hierarchy, which is very appropriate for indexing menu. By default all submenu items are collapsed until you select the parent menu item.

See live demo of Tree Menu


Div Menu

Div Menu

Div Menu is simple yet nice menu bar with items separated by slightly visible dashes. This menu is very suitable for footer navigation presentation.

0
0
0
s2smodern
Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive

Belarmino Ricardo de Siqueira

" Sua Majestade o Imperador houve por bem nomear por Carta Patente 22 do mês próximo pretérito, Comandante Superior da Guarda Nacional dos Municípios de Niterói e Magé ao Coronel Belarmino de Siqueira que nesta data prestou juramento e tomou posse -- o que de ordem do Exmo. Presidente da Província comunico à Câmara Municipal da Cidade de Niterói. Secretaria do Governo da Província do Rio de Janeiro, 26 de Julho de 1842.-- João Cândido de Jesus e Silva"

Em 1849 o Imperador D. Pedro II concedeu-lhe o título de Barão conforme a cópia do Decreto, que transcreveremos: "Querendo distinguir e honrar Belarmino Siqueira: Hei por bem fazer-lhe mercê, em sua vida, do título de Barão de São Gonçalo. Palácio do Rio de Janeiro, em 18 de Abril de 1849, 28° da Independência e do Império". -- P. Visconde de Montalegre.

A sua longa vida foi profícua, atuando em diversos setores com grande eficiência. Era membro da Guarda Nacional, atingindo o alto posto de Comandante Superior das 1° e 15° Legiões dos Guardas Nacionais, respectivamente dos Municípios de Niterói e Magé, onde se houve, sempre, com grande patriotismo.

Foi amigo pessoal do Imperador D. Pedro II e hospedou o monarca várias vezes em suas fazendas (Engenho Novo do Retiro e Colubandê). Recebeu o título de Barão e depois, o de Barão com Grandeza, sendo ainda agraciado com a condecoração da Imperial Ordem da Rosa. Um homem que marcou com sua forte personalidade, um longo período da história fluminense.

Era filho do Coronel José Siqueira Quintanilha e de D. Maria Antônia do Amaral; nasceu e foi batizado na Freguesia de N. Senhora de Nazaré, hoje Saquarema em 1791. Não se casou e deixou seus bens para as irmãs e sobrinhos.No dia 9 de setembro de 1873, falecia em Niterói em sua residência á rua do Imperador ( Centro de Niterói).

Ocupou por muitos anos, o cargo de Provedor do Asilo de Santa Leopoldina, onde deu sobejas provas do seu espírito caritativo. Foi senhor de fazendas em São Gonçalo, possuindo as do Engenho Novo do Retiro e Cabuçu Pequeno e , em Araruama, a fazenda do Morro Grande, com plantação de cana-de-açúcar e criação de gado, tendo, para isso, grande escravaria.Projetou-se como homem público, chegando a ocupar uma cadeira na Assembléia Provincial.

Foi homem de negócios, empreendedor, tendo presidido a Companhia da Estrada de Magé e Sapucaia e, também foi Presidente da Companhia da Estrada de Mangaratiba, onde perdeu grande capital. Ocupou, o Barão, por algum tempo, o Presidência do Banco Rural Hipotecário.

O seu testamento e inventário, por nós consultados, deram-nos a idéia do montante de sua fortuna, e o que é mais importante ainda, o tamanho de sua bondade e amor ao próximo, pelas generosas doações ao asilo Santa Leopoldina e a Santa Casa.

Barão de São Gonçalo -Com Grandeza

Decretos: Em 18-04-1849 - Em 02-12-1854

Escudo: Esquartelado-No 1°  ,em campo de ouro,sete barras de azul,lançada em viez ;No2° ,também em campo de ouro, cinco estrela de góles, em aspas e assim os contrarios; bordadura de góles, e no centro,um escudete azul com uma colmeia e seis abelhas de prata.(Em 31-12-1855.Cartório de Nobreza, Livro VL, fls.28).

0
0
0
s2smodern
Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive

 

Carequinha

 

George Savalla Gomes

(Palhaço Carequinha)

 

,nasceu no dia 18 de julho de 1915, na cidade de Rio Bonito, no estado do Rio de Janeiro. Este fluminense, filho dos trapezistas Elisa Savalla e Lázaro Gomes, teve a sina de nascer no circo, berço da história de vida daquele que chegou a ser considerado o melhor palhaço do mundo.

Criou o tradicional “Tá certo ou não tá, garotada?”, que era respondido sempre com um empolgante “Táááááá!”, em uníssono. Aliás, as crianças caíram definitivamente nas graças de Carequinha quando ele se tornou o primeiro palhaço a ter um programa – o Circo Bombril, que ficou no ar de 1951 a 1964, na extinta TV Tupi no Rio de Janeiro – junto com os parceiros Fred, Zumbi, Meio-Quilo e outros. Carequinha inovou o conceito do palhaço no circo mundial. Tratado anteriormente como bobo, ingênuo e imaturo, o palhaço, na sua interpretação, ganhou novos ares:

“Fiz uma nova escola. Antes de mim, o palhaço levava farinha na cara, era o bobo, só apanhava. Eu fiz o palhaço-herói, modifiquei o estilo. A intenção era fazer do palhaço um ídolo, e não um mártir”.

Em 1964 recebeu na Itália a medalha de ouro de Palhaço Moderno do Mundo. Devido ao seu sucesso, Carequinha ficou famoso entre os presidentes brasileiros e tornou-se amigo de Juscelino Kubitschek. Na década de 80, apresentou O Circo Alegre, na TV Manchete, programa que antecedeu O Clube da Criança, de Xuxa Meneghel. Em 2001 atuou na Escolinha do Professor Raimundo, da Rede Globo.

Gravou 27 LPs e participou de cinco filmes. Foi um lutador na área circense, sempre citando em suas entrevistas a necessidade da ajuda do Governo para a preservação do circo no Brasil. Por ironia do destino, não conseguiu que nenhum dos filhos o seguisse na profissão. Isto o fez cumprir a promessa de trabalhar até morrer. Carequinha faleceu aos 90 anos, no dia 5 de abril de 2006, no município de São Gonçalo (RJ)

 

 

maquia

 

 disco

 

 

0
0
0
s2smodern
Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive

Paulo José Leroux: do porto ao trilho para as ruas de São Gonçalo

141

Quem foi Paulo José Leroux? Para o leitor esbaforido vou logo destacar. Foi NETO da destacada Madama, FILHO que se destacou com sobrenome da mãe e HOMEM industrial e empreendedor de destaque em terras gonçalis. Pois é, Paulo José Leroux é neto da francesa Madame Maria Gabriella Margarida Bazin Desmarais, a qual ficou carinhosamente conhecida por Madama (como os brasileiros entendiam a pronuncia francesa para Madame). Foi dona de grandes engenhos de açúcar, aguardente e de um porto fluvial na região.

Seus pais são Carlos Francisco Desmarest e Rosa Arminda Leroux. Aos 29 anos é procurador para tratar de todos os negócios de sua avó. Para além, foi vereador por Niterói e um dos participantes e maiores entusiastas da emancipação política de São Gonçalo de 1890 e concessionário (dono) do ramal férreo do Porto da Madama. Foi também um dos líderes do movimento grevista de 1885 e suas terras receberam “arduamente” a estadia das forças armadas do Brasil. É isso! Vamos tafulhar por entre os mares, trilhos e ruas de Paulo José Leroux.

0
0
0
s2smodern
JSN Dome template designed by JoomlaShine.com