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“O cinema nacional tem uma agenda de esquerda”, afirma Daniel Moreno

 

O cineasta, que retratou a ditadura militar sem engajamento, abordará a controversa redução da maioridade penal em "Silenciados"

ZÉ ENRICO TEIXEIRA (COM EDIÇÃO DE ALINE RIBEIRO)
22/03/2016 - 19h05 - Atualizado 23/03/2016 12h04

O cineasta Daniel Moreno desconstrói alguns clichês que definem sua profissão. Não tem inclinações ideológicas à esquerda. Não usa óculos de aro grosso, nem camisetas descoladas. Na contramão do cinema nacional, não recorre a financiamento público em suas produções. Aos 40 anos, formado pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, Moreno inaugurou sua fase documental de forma um tanto controversa com "Reparação" (2009), sobre  a história de uma vítima das “vítimas da ditadura”. “Reparação” reconstrói a saga do piloto Orlando Lovecchio Filho, que teve parte da perna amputada por uma bomba colocada no consulado dos Estados Unidos, em São Paulo. O autor do atentado, Diógenes Carvalho de Oliveira, integrava um grupo de extrema esquerda que combatia a ditadura militar, mais tarde anistiado por ter sido prejudicado pela ditadura. Moreno escolheu um momento oportuno para o lançamento do longa-metragem, quando entidades civis e militares discutiam uma possível revisão da Lei da Anistia.

Daniel Moreno  (Foto: Divulgação)

 

Seguindo a mesma lógica de produzir filmes inflamados para retratar as polêmicas da atualidade, Moreno lançará agora seu segundo documentário, “Silenciados”. Na esteira do debate em torno da maioridade penal, que no ano passado polarizou opiniões, seu novo longa conta o drama de vítimas de adolescentes menores de idade. “Silenciados” traz uma sequencia aterradora de depoimentos de famílias devastadas por crimes crueis, todos cometidos por jovens que, pela legislação atual, não podem ir para a prisão. O caso de maior repercussão é o assassinato de Victor Hugo Deppman, morto na porta de sua casa por causa de um celular. Na época o assaltante tinha 17 anos. Completou 18 anos três dias depois da tragédia.

O filme de Moreno conta um só lado da história. Não aborda outros aspectos, como argumentos de que os jovens infratores são vítimas de um contexto de desigualdade social. Com “Silenciados”, Moreno quer convencer os espectadores de que a proposta para reduzir a maioridade penal, hoje parada no Congresso, precisa avançar.

Brandoas, a corruptela

 

Encontrar a origem das palavras que designam determinado logradouro público, bairro ou acidente geográfico é um bom caminho para o conhecimento da História, diziam-me alguns professores com os quais sempre tive contato. São Gonçalo não foge a esta regra e, por isso, decidi investigar sobre uma palavra que, desde a meninice, muito me intrigava. Brandoas (hoje no singular, Brandoa) era ela, que me chamava a atenção ao passar de bonde e, depois, de ônibus, pela Via Porto Velho, na altura do bairro Vila Lage. Designa um rio, hoje transformado em infecto valão, que vem das bandas do Engenho Pequeno, atravessa Sete Pontes (em que toma o nome de Rio Paraguai), passa pelo Barro Vermelho e chega ao Paiva, onde deságua na Baía de Guanabara.

     Primeiramente, recorri aos dicionários em português e nada achei. Depois, fui aos que abrangiam o tupi-guarani e continuei na mesma. Por fim, tentei localizar alguma origem africana. Nada. Deixei para lá, até que tropecei com uma mensagem de presidente da província do Rio de Janeiro, Manuel Travassos, à Assembleia Legislativa Provincial referindo-se à Ponte do Brandão, nas Neves (como então já era chamado o atual distrito).

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