Usuários

Registre-se para acesso geral e tambem receber nosso boletim

 

Jorge Nunes

 

Nascido na cidade do Rio de Janeiro em 12 de outubro de 1812 e ali falecido em 25 de agosto de 1872, o médico Cândido Borges Monteiro era filho do capitão de milícias José Borges Monteiro e de dona Gertrudes Maria da Conceição. Casou-se em 23 de março de 1833 com dona Joana Maria (Borges) do Nascimento (falecida em 16 de junho de 1896, no Rio de Janeiro, capital), de quem teve os filhos José, Cândido Júnior (também médico e deputado provincial do Rio de Janeiro), Carolina Augusta, José Augusto, Carlos, Luiz, Tereza Cristina e Joana. Ainda criança, fez seus estudos iniciais na escola do professor Campos e ingressou, em 1827, na Academia Médico Cirúrgica do Rio de Janeiro, formando-se em medicina em 1832 e doutorando-se em 16 de setembro de 1834.

Jorge Nunes

 

O título parece uma redundância porque, salvo raras exceções, os mestres sempre foram amados pelos alunos, ao menos nos tempos de antigamente. E ele seria aplicável, por isso mesmo, a um grande número de mestras que pontificaram no ensino público e particular gonçalense, entre elas Maria Josepha da Conceição Guimarães Backer (mãe do futuro presidente – governador – Alfredo Backer, sepultada no cemitério de Santa Isabel), Corina Xerém, Leda Vargas Gianerini, Aurelina Dias Cavalcanti, Aída de Souza Faria, Aída Vieira de Souza, Maria Antunes, Estefânia de Carvalho e Albertina Campos.

O propósito, entretanto, é o de realçar uma outra que se destacou por 22 anos na preparação das novas gerações femininas em Pachecos, no século XIX: foi a professora Maria (Amália) de Sá (Bittencourt e Câmara) Earp, casada na Bahia por volta de 1854 com o inglês Silvano Earp, e com quem teve os filhos José, Sylvanus, Nancy, Artur, Roberto e Anna. Porém, dona Maria enviuvou em 11 de janeiro de 1867 e, sem meios de prover a numerosa família, decidiu mudar-se para a Corte. Mestra reconhecida em seu estado natal, aqui prestou concurso (e foi aprovada plenamente, como se dizia na época para o que chamaríamos hoje de louvor, com mais duas candidatas) perante o diretor da instrução pública da província, Tomás Gomes dos Santos, em 28 de fevereiro de 1868, para exercer o magistério na Província do Rio de Janeiro, numa época em que, lembre-se, uma professora (ou professor) percebia mensalmente o equivalente à metade dos vencimentos do Juiz de Direito, porque o Império prestigiava os mestres, e a República, embora tendo vindo também em nome da melhoria da educação, realizou exatamente o contrário, como se pode ver ainda hoje.

Rujany Martins

Não pretendo aqui, fazer história. Historiadores, São Gonçalo os tem e teve reconhecidos nos trabalhos atuais do jornalista e pesquisador Jorge Nunes (crônicas Históricas Gonçalenses I e II) e nos relatos dos professores Salvador da Matta e Silva e Evadir Molina. Fontes habituais de pesquisas sobre os eventos históricos do município são também os trabalhos de Emanuel de Bragança de Macedo Soares e os antigos escritos do Monsenhor Pizarro. Neles busco conhecer os fatos e feitos dos homens e mulheres que produziram a história da cidade onde nasci e sempre vivi. E nunca me atrevi a tentar seguir-lhes os passos, até porque, pesquisar nunca foi meu forte.
Mas vendo e ouvindo, e principalmente, vivendo os últimos 70 anos do cotidiano desta cidade, pude ser testemunha – e às vezes protagonista de episódios que marcaram a vida de São Gonçalo.
O que vou relatar é um desses episódios.

 Jorge Nunes

 

A mão de obra escrava, vinda da África, foi fundamental para o progresso de São Gonçalo. É verdade que, primeiro, os europeus escravizaram os índios, mas como tal foi proibido pela Igreja Católica e, em consequência, pelo governo da metrópole, sua substituição pelos africanos enriqueceu muita gente, seja no tráfico em si, seja nos ganhos de seu trabalho gratuito.

Para que se tenha uma idéia de sua importância, basta citar que, no recenseamento realizado pela Província do Rio de Janeiro, em 1840, a freguesia de São Gonçalo possuía uma população de 15.302 habitantes, dos quais 6 mil eram escravos, ou seja, cerca de 40%. Isto sem falar no relatório do mestre de campo Jorge de Lemos Parady (ou Paradis), de 1779, do qual consta que, naquele ano, existiam 171 fogos (casas) e 942 escravos em São Gonçalo, isto é, uma população escrava quatro ou cinco vezes maior que a livre.

Uma das marcas principais de nossa cidade foi a sua serventia para abrigar escravos fugidos que, como estratégia, nunca formavam grandes quilombos, mas pequenas unidades espalhadas pelo território, de maneira a dificultar a repressão. Tanto assim era que, em 29 de maio de 1821, o procurador das armas da Corte, Antônio Luiz Pereira da Cunha, expediu ofício ao coronel Luiz da França Machado da Fonseca, comandante do policiamento nas freguesias de São João de Icaraí (hoje, Niterói) e de São Gonçalo, determinando-lhe fazer escolta de capitães do mato para prender escravos que se instalaram em quilombos gonçalenses. A ordem foi cumprida, porém sem maiores resultados, devido à dispersão dos núcleos quilombolas.

Contato

 

 fone: 55 (21) 2.605.5250
(2ª a 6ª das 9 às 18h)
email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

visitantes da página

069531
HojeHoje35
TotalTotal69531

Por que se associar a Sociedade?

Associar-se à SAL - Sociedade de Artes e Letras de São Gonçalo - é um modo de autopromoção e de promoção do próprio trabalho artístico pois o convívio com pessoas que pensam, vivem e respiram Cultura serve para que cada membro se sirva do outro para as inspirações e apoio necessários para sua propria carreira.

JSN Dome template designed by JoomlaShine.com